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Meditação!

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Não é uma tarefa simples afirmar o que é meditação. As pessoas “compram” a ideia de que meditação é uma técnica que as libertará  de seus pesares e dores, executando uma entre tantas outras formas de meditação.Dirão que o praticante deverá sentar-se em uma posição fácil e confórtavel e com a coluna ereta, relaxar o corpo, respirar em determinada frequência, concentrar-se um ponto, pensamento, imagem ou mantra e procurar, com esforço de sua vontade, criar um estado de atenção tal que a mente não fuja do objeto sob foco da atenção. Assim  tantos fracassam, desanimando-se após algumas tentativas. A meditação é um estado natural da mente, ao qual se chega sem esforço da vontade, mas trabalhando com ternura e seriedade por estágios preliminares nos quais se estabelecem as condições necessárias para a maturidade de uma percepção e ação retas. Devemos observar o verdadeiro problema, que não é a conquista da atenção a qualquer preço, mas simplesmente fazer desaparecer a desatenção.Podemos estabelecer uma nova relação entre a periferia da mente, onde ocorrem as distrações e o centro focal da mente. A mente das pessoas comuns divaga pela periferia, saltando de um pensamento para o outro, obedecendo ás leis de associação, sempre perdendo rapidamente o objeto focal, distanciando-se do centro de seu interesse produzido por um estímulo externo ou interno.

A mente de algumas pessoas bem treinadas na arte da concentração foca sobre  um  objeto qualquer  e exclui todo e qualquer objeto da periferia, consumindo para tal prodígio grande quantidade de energia; cria uma zona de conflito entre centro e periferia e, portanto, tensão. Ora sempre, que damos  as costas á margem, ao periférico, para olharmos para o centro, acabamos por olhar o periférico por outro ângulo. Afinal, o centro é o ponto da singularidade. Criamos, em verdade, uma dualidade centro-periferia, mente superior-mente inferior, mantendo-nos no jogo eterno da mente, que fraciona a realidade.

O estado meditativo

A  nova relação é um prestar atenção total ás distrações da mente, perceber seu movimento do centro para periferia e deste para centro, sem conflitos, sem esforço.

Não há intenção nos movimentos. Neste estado há um total relaxamento da mente e a atenção acontece, dá-se por si mesma.Quando não há resistência á mente e aos seus conteúdos, estes se esgotam por si mesm0s. Não é possível esvaziar a mente, a mente esvazia-se a si mesma.

Texto retirado do Prof.Hermógenes,Yoga, Caminho para Deus,p.150  Revista Yoga Journal edição de junho/julho 2011.

Fonte da imagem http://ninadesan.blogspot.com   

2 responses »

  1. Nossa, meditação é uma coisa muito complexa. Quero dizer, parece fácil olhando a Julia Roberts em Comer, Rezar, Amar, ou lendo aquelas revistas com artigos sobre o assunto… Mas a verdade é que não é fácil parar e “acalmar” a mente por 5 minutos.

    Qual é a dica pra quem quer começar, ou pelo menos introduzir essa prática no dia a dia? Tenho muito vontade de aprender🙂

    Responder
  2. Demorei pra responder esta achando a melhor maneira para isto!!entao postei dois post para responder sua pergunta!!! o post sobre Meditação e alguns minutos diários!!
    link https://thaiyogaup.wordpress.com/2011/07/08/meditacao-e-alguns-minutos-diarios/ e o outro Técnica básica meditação!! e o link
    https://thaiyogaup.wordpress.com/2011/07/08/tecnica-basica-meditacao/.
    Espero ter ajudado!!boa meditação pra vc e td de bom!!!
    namaste!!

    Responder

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